Negociações que evitaram o caos ambiental

Estávamos em dezembro. 80 caminhões se preparavam para um comboio pela avenida principal. Era um protesto contra o fim do bota fora (ao lado do S-3), o único local da cidade para o descarte legal de podas e restos de construção. O fechamento explicava porque grandes volumes de entulho e mato roçado estarem sendo despejados clandestinamente na beira de ruas e dentro das matas. Tratava-se de algo gravíssimo. Encontrei-me com os caminhoneiros antes mesmo deles saírem do portal. Os fiz entender que o correto era ir para o Forum e tentar uma audiência com o promotor. O dr. Jamil Simon acabou recebendo a mim e a representante dos caminhoneiros, Dayane Toledo.

Reabertura do bota fora

Explicamos que o fim do bota fora daria origem ao caos, com resíduos sólidos sendo despejados por todos os cantos. Ele compreendeu a dimensão do desastre. Nesse mesmo dia – e no seguinte – fui também com os caminhoneiros até o gabinete do prefeito. Dias depois saiu um acordo da Prefeitura com o Judiciário, permitindo a reabertura do bota fora. Isso evitou que uma tragédia ambiental se abatesse sobre a natureza.