Acharam impossível, mas salvamos o Parque dos Cedros

Em 2012, os barracões de obra avisavam que o Parque dos Cedros estava prestes a ser esquartejado. Em seu lugar surgiriam vários prédios. Isso provocou uma enorme indignação. Mas os lamentos deram espaço também à assimilação da derrota. Só que para mim isso era inaceitável. O Parque era nosso. Tínhamos que lutar para que ele continuasse existindo. Entrei na discussão do Facebook. Falei que podíamos mudar o destino do Parque. Mas para isso teríamos que nos deitar no asfalto e acorrentar-nos às árvores. Fui imediatamente apoiado pela escoteira Aline. A discussão progrediu, com as pessoas assimilando o espírito guerreiro. Surgiu, assim, uma nova resistência.

A virada decisiva

Nesse meio tempo publiquei uma reportagem no Jornal da Associação Comercial, mostrando o descaso com o Parque. Numa virada de jogo decisiva, apoiei abertamente os escoteiros quando eles pediram ao promotor que abrisse uma ação civil pública, visando-se a recuperação do parque e a proibição de construções no local. Enfim, veio a vitória. O Parque foi mantido, revitalizado e se tornou um agradável ponto de lazer.